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Gestão

#41 – É hora de combinar educação e disrupção | Entrevistada: Mari Achutti

Adriano Martins Antonio 8 de outubro de 2021 918 305 5


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Com a Transformação Digital, a educação vem apresentando novas demandas e necessidades. No caso da educação corporativa, isso também não é diferente, uma vez que é preciso lidar com o desenvolvimento das soft e hard skills. Em outras palavras, é hora de combinar educação e disrupção!

E para discutir sobre o tema, conversamos com Mari Achutti, CEO e fundadora da Sputnik, empresa de educação corporativa.

Sobre a sua trajetória, Mari conta que desde a época da faculdade não se adaptava ao ensino tradicional. “Eu adorava a hora do intervalo e o barzinho, mas o modelo tradicional de ensino sempre foi algo muito complexo pra mim”, conta ela. Mari é publicitária, trabalhou em diversas agências no Rio Grande do Sul, onde nasceu a Perestroika – empresa na qual a Sputnik funciona como um “braço”, como a própria entrevistada explica.

Mari partiu para morar no Rio de Janeiro, onde conheceu Roni, CEO da Reserva (empresa do ramo da moda) e que gostaria de construir uma academia de educação na própria empresa. Foi ali que a entrevistada abriu uma escola, compreendendo o que era necessário no processo de educação. “Hoje a Reserva é uma das grandes empresas em relação à cultura”, conta Mari, destacando a importância que a educação corporativa tem na organização.

Mas falando sobre o modelo tradicional de ensino, será que ele está fadado a acabar? Para Mari, surpreendentemente, a resposta é negativa: “As pessoas aprendem de diversas formas, e devemos parar de insistir que apenas um só formato vai funcionar”, fala a CEO. Ela também explica que a grande mudança está no fato de que o professor não será a única fonte de aprendizado, mas que estará inserido em uma “caixa de ferramentas” nesse processo.

Em suma, Mari diz que o papel do professor não vai deixar de existir, mas que vai mudar. “A mudança de papel estará na questão de facilitar o aprendizado”, diz ela.

Achutti também acredita que ainda estamos em um processo de transformação e adaptação em relação ao modelo híbrido de ensino corporativo (deixando claro, também, que esse processo é ainda mais complexo em escolas de ensino básico, especialmente as públicas).

No bate-papo, Mari também explica o que é o Experience Learning, metodologia que a Sputnik utiliza. “O Experience Learning nasceu há 10 anos, e encontra-se sempre em mutação.” Sobre o método de ensino, ela diz que, na sua opinião, o mais importante na educação nos dias de hoje é colocar o aluno no centro. “Hoje nós precisamos despertar o interesse nas pessoas, criar uma jornada para que elas aprendam”, completa a fundadora da Sputnik.

Pensando nessa perspectiva de ensino corporativo, o que é mais difícil desenvolver: a soft skill ou a hard skill? Mari responde essa pergunta de forma direta: “É muito mais difícil desenvolver a soft skill, pois isso entra em uma questão de mindset cultural.” A entrevistada fala que hoje é muito mais fácil para a empresa entender a hard skill, e acrescenta que houve uma melhora de percepção da importância da comunicação e comportamento em relação à gestão de conflitos e criatividade.

E o que é uma educação disruptiva, de fato? Para Mari, isso não foge da questão do formato e do conteúdo. “Em relação ao conteúdo, temos que colocar o aluno no centro. E a forma é sobre fazer diferente, pensar que a educação não é só alguém falando e o outro aprendendo”, explica a CEO.

Mari também aborda a tendência da gamificação no ensino. Para ela, esse é um formato interessante, mas que não deve ser encarado como o único para um modelo disruptivo. Nesse sentido, ela dá como exemplo a cocriação e a facilitação.

Ainda em relação à educação, surge uma inquietação importante: será que a falta de desenvolvedores não tem como raiz do problema a própria educação? Mari não tem dúvidas: “Estamos vivendo um gap de geração, que não teve um chamariz para trabalhar com isso.” Ela cita a oportunidade que teve de visitar o Vale do Silício, onde avistou várias escolas de fora em excursões; uma forma de incentivar o conhecimento sobre a profissão desde cedo.

Voltando para a cultura organizacional, Achutti crê que não existe apenas uma resposta para empresas que querem instalar uma cultura organizacional de inovação. “Uma empresa que está aberta a novas coisas, ouvir o seu usuário, é inovadora”, diz a entrevistada.

Sobre o ROI em relação ao investimento na educação corporativa, Mari diz que ainda é um desafio calculá-lo. Ela explica que teria que tangibilizar esse ensino, tendo que criar uma prova com nota no final do curso, algo de que ela foge no momento. A CEO conta que algumas alternativas nesse sentido já vêm sendo buscadas, como a adoção de KPIs, medindo, por exemplo, se o turnover está alto. Porém, ela deixa claro que uma mensuração financeira da educação corporativa ainda é bastante complicada.

Por fim, Mari deixa um recado para as empresas ou departamentos de educação que querem “disruptar”. Ela indica a metodologia da Perestroika, e mais que isso, traz uma dica valiosa: “Tenha menos respostas e mais perguntas como professor.”

Este podcast é um oferecimento da PMG Academy e é patrocinado pela BRQ Digital Solutions.

Ouça a entrevista completa!

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