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Carreira

#23 – Liderança feminina na TI e a escassez de talentos | Entrevistada: Claudia Marquesani

Adriano Martins Antonio 4 de junho de 2021 1178 321 5


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É indiscutível que a nossa vida tomou altas proporções sobre a dependência da tecnologia e de como ela está sendo construída do ângulo profissional. Um universo que é tomado pela presença masculina, mesmo tendo um público feminino fiel e adepto às inúmeras tendências digitais. E para explicar essa escassez de participação das mulheres no mercado de trabalho, o The Walking Tech apresenta Claudia Marquesani, Superintendente de Tecnologia da Informação e IT Head.

Não diferente de muitos brasileiros, a carreira de Marquesani se iniciou com simplicidade, muita luta e discernimento para lidar com o preconceito, além de bons incentivos por parte da família.

Agora, sobre outro início, o das profissões de informática em si, sabemos que muitas delas historicamente eram mais comuns para mulheres, o que mudou com o passar dos anos.

Em relação a essa grande questão, Marquesani diz: “Os primeiros computadores vieram de uma safra mais de escritório. As mulheres datilografavam, depois elas vieram para a programação e algumas migraram da matemática. Então, tem todo esse histórico de que antigamente as programadoras eram em sua maioria as meninas”.

Porém, existem diversos fatores para o ingresso na profissão.

Já sobre os motivos de querer continuar na área da TI, as adversidades foram ainda maiores. Enfrentar o peso da sociedade foi um dos grandes desafios a serem vencidos. Além disso, a influência de um grande amigo serviu como fator decisivo para não desistir e encarar as adversidades da profissão.

Por sua vez, ao ser questionada com relação à maneira como nossa sociedade pensa e define o que é ser mulher e o que é ser homem, sobre tudo isso se relacionar de forma direta com o desenvolvimento das habilidades e competências, Marquesani é sucinta: “A influência existe pelos vieses inconscientes. E por mais que as pessoas falam que isso não existe, isso existe sim!”.

Embora todo esse contexto, Marquesani acredita que essa masculinização tenha mudado. Pois, as formas de como as crianças estão sendo criadas e educadas nos últimos tempos tem evoluído para melhor.

Continuando no tema masculinização, temos um processo da informática que traz a figura do geek antissocial, desenvolvido na década de 60, a partir da instituição de programas formais da disciplina, de revistas e sociedades profissionais e programas de certificação.

E sobre esse conjunto de ideias, podemos pensar se isso de fato tem a ver com as habilidades intelectuais de origem biológica, ou de puro corporativismo. Mas, para Marquesani, são vários fatores. Ou seja, existe a questão da sociedade, aptidões e até mesmo gêneros determinísticos, que influenciam de modo geral e por consequência na escolha da carreira.

E a mensagem que fica para quem deseja entrar afinco na carreira, é a educação.

Contudo, Marquesani ainda ressalta o melhor caminho para incluir a mulher na área de TI.

“As mulheres precisam fazer mentoria. Quem chegou lá, precisa ajudar quem está no caminho”. E completa: “As mulheres precisam se emponderar de sua carreira! Ou quer, ou não quer! Não pode colocar responsabilidade nos outros, a situação não vai mudar agora. Precisamos tomar consciência”.

Com relação aos homens, segundo Marquesani, o cenário também precisa mudar, precisa haver uma ajuda. Não precisa nivelar tudo o que a sociedade nos ensinou até agora, mas precisamos tentar fazer aos poucos.

Sobre as empresas, ela pensa que é preciso enxergar a mulher no quesito de diversidade. E as empresas estão neste caminho. Mas, talvez estejam chegando tarde demais. E um olhar mais holístico por parte dos empresários, faria uma diferença significativa.

No entanto, abre-se aqui um ponto vital de um questionamento que incomoda muitas pessoas.

Para isso, Marquesani é direta: “Eu tive liberdade de escolha na minha vida. Então, eu acho que a mulher tem que ser o que ela quer. Não precisa obrigatoriamente ir para a carreira de tecnologia. Mas tem que ser oferecida essa opção para ela. E será que é oferecida para ela no mesmo nível das outras carreiras?”.

Enfim, isso nos deixa uma grande reflexão: será que são oferecidas condições para que as mulheres se mantenham em suas carreiras de tecnologia no mesmo nível das outras carreiras?

E a dica que fica é: se reinventem, programem e tomem a iniciativa! Assim como existe a Programaria, um grupo de mulheres que optaram em fazer a diferença e tomaram a frente nos seus negócios. Para saber mais, clique aqui e acesse o site.

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