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Gestão

#18 – A Inteligência Artificial vai substituir o Gerente de Projetos? | Entrevistado: Ricardo Vargas

Adriano Martins Antonio 30 de abril de 2021 1554 54 2


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A Transformação Digital é inevitável. Tecnologias como a Inteligência Artificial, Machine Learning e Internet das Coisas estão revolucionando todas as áreas profissionais. E no caso do gerenciamento de projetos, isso não é diferente. Então, qual será o papel do gerente de projetos? É o que vamos descobrir neste episódio do The Walking Tech, com um dos maiores especialistas do mundo no assunto, Ricardo Vargas.

Sabemos que a IA de hoje está muito avançada e a tecnologia atual pode, sim, gerenciar projetos. Porém, é muito mais complicado realizar esse processo do que simplesmente perguntar para uma IA esperando uma resposta adequada.

Desse modo, Vargas é sucinto: “A profissão do gerente de projetos está mudando muito, porque esse tipo de tecnologia (IA) está tomando e vai tomar, com precisão, uma parte do escopo do trabalho daquele gerente de projetos que ainda está pensando que gerenciar projetos é atualizar cronograma”.

Pois, como imaginamos, esse suposto gerente de projetos está em risco, devido à atualização dessa tecnologia avassaladora. Em contrapartida, gerenciar projetos se tornou muito maior do que isso.

Ainda sobre a evolução da tecnologia, Vargas ressalta um dos pontos mais importantes para ele, que é a substituição de boa parte do trabalho do gerente de projetos pela Inteligência Artificial. Todavia, existe uma parcela muito grande das responsabilidades deste profissional, que é muito mais difícil de ser substituída.

Existe uma facilidade da tecnologia em fazer coisas repetitivas e analisar grande quantidade de dados. Por isso, Vargas afirma: “Não existe Inteligência Artificial sem dados! Ou seja, a Inteligência Artificial é burra, apesar do nome. Porque se você tiver um dado ruim ou errado, esse é o grande desafio do projeto”.

Aliás, abre-se aqui, um questionamento sobre se existe alguma área que o Machine Learning não irá conseguir aprender e nos ajudar.

Uma vez que, no atual momento, diferente de há alguns anos, ter uma ideia clara sobre esse argumento se tornou uma dúvida maior. Pois, para Vargas, esse fator é bem mais difícil na parte criativa, humana e solução de problemas complexos (com muita volatilidade).

E com o surgimento do Covid-19 em 2020, a tecnologia foi desafiada ainda mais. Atualmente, segundo Vargas, não existe uma fórmula de uma empresa sobreviver sem investimento maciço. “A tecnologia, antes, era um apoio ao negócio. Hoje, a tecnologia é o negócio”.

Conquanto, mais um relevante tema aparece, a importância do Big Data para gerenciamento de projetos. E quando questionado, Vargas é claro: “Hoje, com o avanço tecnológico, existe uma capacidade infinitamente maior de computadores mais baratos, mais acessíveis etc. de manipular uma enorme quantidade de informação”.

Isto é, fato que nos leva a deduzir que inúmeras profissões ou parte de seus processos serão facilmente substituídas pela IA.

Mas algo que chama mais atenção, se dá pelo fato do risco que um empreendedor sofre quando precisa de dados para obter sucesso e ao mesmo tempo evitar questões críticas, mantendo sua operação transparente sem ferir as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Assim sendo, buscar dados fora, disponíveis na Internet ou em outros lugares, realmente se trata de um risco? Vargas é categórico sobre isso: “A primeira opção é você buscar esse dado pronto em algum lugar e a segunda é, você pode construir rapidamente esse dado”.

Pois, vale a pena lembrar que, toda vez ao acessar um site de uma empresa, ela está coletando os seus dados. Isso, sem mencionar a facilidade com que as redes sociais têm em fazer esse processo.

E para novos gerentes de projetos, é importante que ele tenha ciência do que é primordial. No caso, ele precisa estar comprometido em entregar projetos, ser motivado, ter capacidade de trabalhar sob pressão, saiba lidar com gestão de crise e gestão de conflitos e possuir habilidade de comunicação.

Em segundo lugar, é necessário conhecer e dominar diferentes degraus da tecnologia, ter capacidade de análise e conhecer metodologias.

Por fim, Vargas contou um pouco sobre a sétima versão do PMBook.

Posteriormente, Vargas finaliza: “Uma das coisas que mais me incomoda, é essa visão dogmática que as pessoas têm do PMBook, que o PMBook é burocrata”. E continua: “Você usa da forma que com que você acha vale a pena! O PMBook pode ser excelente em determinados projetos e infraestruturas, como os mecanismos ágeis podem ser excelentes e o grande gerente de projetos é aquele que sabe navegar nas coisas”.

Se acaso você deseja encontrar o Ricardo Vargas na Internet, seguem alguns endereços:
• Site: https://ricardo-vargas.com/
• Podcast: https://open.spotify.com/show/4tXHUM9BvqppLLGenRNmen
• YouTube: https://www.youtube.com/user/rvvargas
• Facebook: https://www.facebook.com/ricardo.v.vargas1
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