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Gestão

#49 – Disaster Recovery Pós-Pandemia

Adriano Martins Antonio 3 de dezembro de 2021 414 86 3


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Passamos por um momento histórico por conta da Covid-19, e, agora, temos um desafio pela frente: a volta (ou não) aos modelos antigos de trabalho, e a adoção de outros formatos, como o híbrido. Em meio a tantas opções, o que fazer? Esse é o assunto da pílula #49 do The Walking Tech, com Adriano Martins.

Estamos chegando no pós-pandemia, um momento aguardado por todo mundo. Aliás, em alguns locais, esse momento, de fato, já chegou.

A TI tem o costume de “roubar” as melhores ideias, práticas e processos de outras áreas, aplicando esses componentes na própria TI. Nesse sentido, quando a pandemia chegou, eu falava que nós, da área de TI, apenas estávamos ativando o Plano de Continuidade de Negócios/Plano de Continuidade de TI. Por outro lado, esquecemos da segunda parte desse plano: o Business Continuity Plan (BCP).

É importante dizer: uma coisa é se preparar para ir, outra é voltar. Há uma diferença entre a continuidade e o retorno à normalidade.

Times mais estruturados e apreciadores dos processos geralmente têm um plano para uma catástrofe, desastre e outras coisas impactantes que nos impede de trabalhar normalmente. Porém, poucos pensam na recuperação. O foco geralmente é na continuidade, e não no retorno. 

De qualquer forma, o objetivo dessa pílula não é explicar o que é um BCP, mas devolver para o mercado algo que surrupiamos e estruturamos na área de TI, e que agora pode servir de alerta.

É comum lermos em artigos que o futuro das empresas é continuar no home office, ou então, submeter-se a um modelo híbrido, até um retorno total ao presencial ou ficando para sempre nesse formato híbrido.

Nesse caso, vale perguntar: será que isso é tranquilo? Será que o time está preparado? 

O home office fez as empresas perceberem que o modelo remoto possui muitos benefícios, como a diminuição de custos, aumento da produtividade, além de tornar mais fácil a contratação de profissionais espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

No início, essa transição foi sofrida, mas os contratantes tiveram que confiar nas pessoas à distância. Porém, hoje superamos e até nos acostumamos com isso.

Entretanto, aqueles que querem retornar ao trabalho presencial do jeito que era antes, querem ir pelo caminho do modelo híbrido. E é aí que moram os desafios, desafios esses que não foram pensados por nenhum plano.

Afinal, como uma organização vai vender a ideia de que trabalhar presencialmente é legal? Será que essa mesma organização está disposta a ver a produtividade cair, uma vez que o home office demonstrou que as pessoas são mais produtivas nesse modelo? Ter optado pelo trabalho à distância foi uma obrigação no passado, mas será que a adoção de um modelo presencial novamente não pode soar como uma obrigação também? Quais os argumentos para convencer um funcionário?

E, o que fazer para quem não quer trabalhar presencialmente de jeito nenhum? E aquele especialista que foi contratado, mas mora em outro estado? Já parou pra pensar nas mudanças drásticas que isso envolveria ao adotar um modelo presencial?

No The Walking Tech, vários CEOs e donos de organizações de tecnologia já foram entrevistados, e disseram a mesma coisa: bons profissionais só ficaram na empresa porque o trabalho era remoto. Caso eles precisem voltar, esses profissionais vão procurar por outro emprego.

Claro, nem todos se acostumaram com o ritmo do remoto. Porém, aqueles que se acostumaram provavelmente se apaixonaram por esse formato. E aí, o que fazer? Será que a sua empresa pensou quando contratou um profissional de outro estado ou país?

Outros pontos são a questão das reuniões no híbrido. Como elas seriam feitas? E a famosa interação entre os funcionários, algo tão importante? Como os líderes lidam com isso? As leis brasileiras conseguem comportar esse formato de forma adequada? Estamos falando de dois modelos em um, duas formas de trabalhar, enfim.

Um fato tirado dessa reflexão é: pensamos muito no modelo híbrido, mas não como esse retorno à normalidade é feito. Teremos que nos acostumar de novo.

Ouça a pílula na íntegra!

Este podcast é um oferecimento da PMG Academy e é patrocinado pela BRQ Digital Solutions.

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